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O Comércio de Baião

2023/11/24

FEDERAÇÃO DE BOMBEIROS DO DISTRITO DO PORTO PROPÕE À CIM DO TÂMEGA E SOUSA REGULAMENTO COM 30 BENEFÍCIOS PARA OS BOMBEIROS

Atualidade Destaque Última Hora

A Federação de Bombeiros do Distrito do Porto apresentou, na 24.ª reunião do Conselho Intermunicipal do Tâmega e Sousa, uma proposta que visa a uniformização dos incentivos ao voluntariado nos bombeiros.

José Luís Morais, presidente da Federação de Bombeiros do Distrito do Porto, disse ao jornal “O Comércio de Baião” que “a proposta surge da vontade de alguns comandantes e presidentes das associações humanitárias da região do Tâmega e Sousa e após uma análise aos dados nacionais dos últimos 17 anos, que dão conta de uma diminuição do voluntariado”.

Na sessão, realizada no dia 21 de novembro, na Casa de Chavães, sede do Comando Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Tâmega e Sousa, no concelho de Baião, o presidente da Federação de Bombeiros do Distrito do Porto revelou que “em 2005 havia 45 mil bombeiros e atualmente são cerca de 26 mil”.

“Aquilo que nós fizemos foi tentar encontrar, dentro do que já existia nos regulamentos das câmaras, o melhor que conseguem dar e elaborar uma proposta que assenta na uniformização dos incentivos com 30 benefícios”, salientou José Morais.

A proposta foi apresentada à Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa (CIM do Tâmega e Sousa), assim como outras preocupações relacionadas com bombeiros, nomeadamente o “subfinanciamento crónico das associações”.

“O valor orçamentado do Governo para 2024 é de cerca de 32 milhões de euros para as 412 associações humanitárias do país. Não dá para fazer face às despesas”, referiu José Luís Morais, acrescentando que “só uma corporação, o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, recebe da Câmara de Lisboa 55 milhões de euros”.

O presidente da Federação de Bombeiros do Distrito do Porto realçou “a necessidade urgente de se estabelecer um plano plurianual de veículos e equipamentos de proteção individual”.

“Fizemos um levantamento dos veículos, não incluindo as ambulâncias, dos corpos de bombeiros dos 11 municípios da CIM do Tâmega e Sousa. Foram identificados 196 veículos e desses, 138, ou seja, 70,4%, estão fora do período de vida útil”, avançou o dirigente.

José Luís Morais alerta “que não há verbas consignadas para fazer face a este problema. As associações humanitárias per si não conseguem dar resposta e a nível nacional é que se vê. Por exemplo, no “Programa Mais Floresta”, que prevê a entrega de veículos aos bombeiros, para a região do Tâmega e Sousa vem apenas um”.

A finalizar, o presidente da Federação de Bombeiros do Distrito do Porto fez um balanço “positivo” da participação na reunião do Conselho Intermunicipal do Tâmega e Sousa, sublinhando que o “objetivo foi sensibilizar as entidades”.

 

 

 

 

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