2026/10/12
A Câmara Municipal de Baião vai iniciar os trabalhos de recuperação e valorização do Rio Teixeira, com um investimento global de cerca de 2,6 milhões de euros.
O projeto visa reduzir o risco de cheias e inundações, proteger as populações e recuperar os ecossistemas ribeirinhos, abrangendo aproximadamente 26,5 quilómetros de linhas de água, dos quais 23 correspondem ao Rio Teixeira.
A sessão pública de esclarecimento sobre o projeto decorreu, no passado dia 10, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, presidida pela Presidente da Câmara, Ana Raquel Azevedo, e contou com a apresentação do engenheiro do ambiente Pedro Teiga. Autarcas, técnicos e representantes da comunidade tiveram oportunidade para colocar questões e esclarecer dúvidas.

O projeto, intitulado "Adaptação e reforço da resiliência do corredor ribeirinho do Rio Teixeira para minimização dos riscos de inundação na ARPSI de Baião", foi aprovado no âmbito do Programa Regional do Norte 2030, recebendo financiamento comunitário de 75% sobre um investimento elegível de 2.600.477,00 euros.
O valor inclui obras, estudos técnicos, aquisição de terrenos para zonas de retenção de água e instalação de equipamentos de monitorização e apoio à gestão do risco de inundação.
Entre os trabalhos previstos estão a limpeza e desobstrução do leito do rio, remoção de espécies vegetais exóticas e invasoras, estabilização e recuperação das margens, e reabilitação da vegetação ribeirinha com espécies autóctones. Será também criada uma rede de zonas de inundação preferencial para reter temporariamente parte da água nos períodos de maior caudal, diminuindo a velocidade do escoamento e os efeitos das cheias nas áreas mais vulneráveis.

"Ao longo dos anos, as cheias têm provocado prejuízos em habitações, terrenos agrícolas, estradas e outras infraestruturas do nosso concelho. Os episódios de mau tempo que vivemos recentemente vieram recordar-nos a importância de estarmos preparados. Temos de continuar a recuperar os estragos, mas também de investir hoje para evitar problemas maiores amanhã. É isso que pretendemos com esta intervenção no Rio Teixeira e com o trabalho que estamos a desenvolver para recuperar o Rio Ovil. Queremos proteger as pessoas, os seus bens e o nosso património natural, preparando melhor Baião para enfrentar situações futuras", afirmou Ana Raquel Azevedo.
O projeto privilegia soluções baseadas na natureza e técnicas de engenharia natural, que respeitam o funcionamento natural do rio e melhoram a sua capacidade de resposta durante períodos de precipitação intensa. Para a criação das zonas de retenção, o município está em processo de aquisição de quatro terrenos.
Adicionalmente, serão instalados equipamentos de monitorização, como estações meteorológicas e hidrométricas, sistemas de videovigilância e outros dispositivos para recolher dados sobre as condições meteorológicas e níveis de água. Estes equipamentos apoiarão a monitorização e a tomada de decisões em situações de cheia ou inundação.
Na vertente ambiental, o projeto inclui medidas para combater a erosão, recuperar habitats naturais e valorizar a biodiversidade, com o objetivo de melhorar a qualidade ecológica e paisagística do Rio Teixeira e das áreas envolventes.