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O Município do Marco de Canaveses vai investir 2 milhões 175 mil euros na requalificação da Casa dos Arcos, edifício classificado de interesse público, para o para o transformar no Centro Interpretativo do Vinho Verde.
A assinatura pública do auto de consignação decorreu na quarta-feira, na presença da presidente da Câmara do Marco de Canaveses, Cristina Vieira, do executivo municipal, do presidente da Junta de Freguesia do Marco, Celso Santana, do presidente da Rota dos Vinhos do Marco, José Armindo Ferraz, representantes da construtora e responsáveis pela execução do projeto.
Coube a Joaquim Barroso, arquiteto, a apresentação do projeto, que tem um prazo de execução de 18 meses. O técnico explicou que a intervenção consiste na alteração e ampliação do edifício “Casa dos Arcos” e na implementação de vinhas para a exploração vinícola associada à adega a ser executada no edifício.
O piso 1 do edifício destina-se unicamente à criação de dois compartimentos, lado a lado, um para área técnica e outro para arrumos. No piso 1 referente à ampliação serão construídos pátio exterior, átrio exterior coberto, “open space” dedicado à investigação, gabinete, instalação sanitária de apoio ao “open space”, átrio de entrada principal, receção, instalação sanitária de apoio à receção, área expositiva, museu e outro gabinete.
No piso 0 do edifício serão construídos cozinha, bar, sala polivalente, instalações sanitárias, átrio de entrada, escadas e plataforma elevatória, instalação sanitária acessível, corredores de acesso ao armazém, armazém da adega e uma galeria exterior coberta. Ainda no piso 0 referente à ampliação, serão construídos adega, lagar, laboratório, corredor de acesso ao laboratório e balneários.
Cristina Vieira falou num “dia histórico” para o concelho, exaltando que “é com grande satisfação que este executivo dá início ao arranque da requalificação da Casa dos Arcos - Centro Interpretativo do Vinho Verde”.
“Este futuro Centro Interpretativo do Vinho Verde pretende agregar a vertente museológica com a vertente vinícola e tornar-se, como o próprio nome indica, o espaço central de referência em homenagem ao nosso vinho verde”, vincou a autarca.
A presidente da Câmara do Marco de Canaveses considerou, ainda, que “se trata de uma obra estruturante que irá contribuir fortemente para afirmar o concelho como uma região de vinhos de alta qualidade, com propostas diferenciadoras, apoiadas na diversidade e na singularidade das castas, a que se associa uma qualidade muito consistente e única no país e no mundo”.
“O vinho verde afirma-se e valoriza-se como único no mundo e está presente em mais de 100 países, sendo de registar que, há mais de 10 anos a esta parte, as exportações de vinho verde batem recordes, sendo os EUA o principal mercado internacional de vinho verde, seguido da Alemanha, França, Canadá, Brasil, Angola, Suíça e Reino Unido”, acrescentou.
Em Marco de Canaveses existem 24 produtores e engarrafadores, que integram a Rota dos Vinhos do Marco, que terão agora ao dispor um espaço de partilha, de estudo e com capacidade para a organização de eventos.
O projeto prevê a plantação de uma vinha com 52 castas diferentes, retiradas dos vários produtores do concelho, e que irão permitir “novas experiências e, quem sabe, a criação de novos produtos”, avançou José Armindo Ferraz, presidente da Rota dos Vinhos do Marco.