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O Comércio de Baião

2023/11/03

AUTORIDADE NACIONAL DE EMERGÊNCIA E PROTEÇÃO CIVIL ALERTA PARA PRECIPITAÇÃO, VENTO E QUEDA DE NEVE

Atualidade Destaque Última Hora

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil emitiu hoje um alerta de mau tempo, para as próximas 48 horas, com a previsão de precipitação, por vezes forte, vento, agitação marítima e queda de neve.   De acordo com a informação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a precipitação que poderá ser por vezes forte e acompanhada de trovoada, nas regiões do Norte e Centro, em particular no Minho e Douro Litoral, vento forte, com rajadas até 100 quilómetros/hora, nas terras altas do Norte e Centro, agitação marítima forte, com ondas de seis a nove metros, e possibilidade de queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela. Segundo informação hidrológica, disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), na Bacia Hidrográfica do rio Minho prevê-se o aumento das afluências de Monção e Valença, na Bacia hidrográfica do rio Lima, o aumento das afluências de Ponte da Barca e de Ponte de Lima, na bacia hidrográfica do rio Cávado (situação mais crítica), o aumento das afluências, com reduzida capacidade de encaixe das albufeiras, a traduzir-se no aumento de caudais a jusante da confluência, na bacia hidrográfica do Ave, o aumento das afluências em Santo Tirso, na bacia hidrográfica do Douro mantêm-se elevadas as afluências na sub-bacia do Tâmega (com impacto em Amarante) e no rio Douro, na bacia hidrográfica do Vouga, possível aumento das afluências na barragem de Ribeiradio, na bacia hidrográfica do Mondego, possível aumento das afluências das albufeiras de Alto Ceira, Raiva e Fronhas e de Coimbra. Nas bacias urbanas e, em particular, naquelas em que se faça sentir o efeito de maré, não é de excluir a possibilidade de inundações nas zonas historicamente vulneráveis. Os episódios de precipitação intensa, vento forte, agitação marítima e queda de neve, estão normalmente associados à ocorrência de inundações em zonas urbanas, causadas por acumulação de águas pluviais por obstrução dos sistemas de escoamento ou por galgamento costeiro, a ocorrência de cheias, potenciadas pelo transbordo do leito de alguns cursos de água, rios e ribeiras, à instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas e outros) motivados pela infiltração da água, fenómeno que pode ser potenciado pela remoção do coberto vegetal na sequência de incêndios rurais, ou por artificialização do solo, a piso rodoviário escorregadio devido à possível formação de lençóis de água ou à acumulação de gelo e/ou neve, possíveis acidentes na orla costeira, devido à forte agitação marítima, ao arrastamento para as vias rodoviárias de objetos soltos, ou ao desprendimento de estruturas móveis ou deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte, que podem causar acidentes com veículos em circulação ou transeuntes na via pública, a desconforto térmico na população pela conjugação da temperatura mínima baixa e do vento. A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a adoção das principais medidas preventivas para estas situações, nomeadamente, garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas, garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas, ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte, ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a circulação e permanência nestes locais, não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima, adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tomando especial atenção à eventual acumulação de neve e/ou formação de lençóis de água nas vias rodoviárias, não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas, estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.

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