2026/06/09
Evento abordou o testemunho de fé cristã de São Francisco, destacando conversão, simplicidade e alegria de viver
Decorreu na noite de 6 de junho, na Biblioteca Municipal de Baião, a segunda tertúlia dedicada ao Ano Jubilar de São Francisco de Assis, intitulada «Evangelizar, se necessário com palavras – Conversão, Simplicidade e Alegria de Viver».
A iniciativa contou com as intervenções de José Rui Teixeira, poeta, teólogo e editor, e de Rui Maia Rego, professor universitário e investigador em Filosofia, que foram moderados por Rui Teixeira. Os oradores proporcionaram aos presentes reflexões sobre o testemunho disruptivo de São Francisco de Assis, cruzando diversas referências culturais e exemplificando como a prática da fé cristã se manifesta através de um debate vivo, cordial e profundo.

José Rui Teixeira destacou o mobilizador testemunho de São Francisco, evidenciando a dificuldade de ser cristão na atualidade, marcada pela saturação e dificuldade em desaprender fórmulas que afastam da transformação interior. Referiu ainda a urgência de retomar a entrega radical e desprendida no modo de viver, seguindo o exemplo dos grandes vultos da santidade na História, que exerceram resistência para permanecer humanos apesar das convulsões dos tempos atuais.
Por sua vez, Rui Maia Rego focou episódios da História franciscana em que o desassombro dos gestos de São Francisco contrasta com as múltiplas fronteiras que impedem o contacto e a empatia entre seres humanos, sobretudo perante a diferença, seja na doença, na cor da pele ou na nacionalidade. Abordou também a faceta humorística e desconcertante do santo, lembrando que a fé comprometida não se sustenta apenas na seriedade e no imobilismo.

A erudição e o entusiasmo dos oradores cativaram o público, despertando interesse para a próxima tertúlia, agendada para setembro, que abordará a ecologia. Este tema, considerado urgente, foi apontado como pioneiro na profecia dos gestos de São Francisco, que apelava à renovação da Igreja e de todos os homens e mulheres de boa vontade, de ontem, de hoje e de todos os tempos.