“Há recolha gratuita e o Ecocentro funciona também aos sábados. Então, por que continuam a aparecer resíduos abandonados?”
Colchões, sofás, móveis, eletrodomésticos, cadeiras, pneus e sacos contendo resíduos domésticos encontram-se depositados junto ao Ecocentro de Amarelhe, em Campelo, Baião, numa situação que está a gerar preocupação entre moradores e pessoas que circulam naquela zona.
As fotografias obtidas pela nossa reportagem, cerca das 11h00 da passada terça-feira, 8 de setembro, mostra uma considerável quantidade de resíduos acumulados no terreno contíguo ao Ecocentro, criando um cenário que pouco dignifica aquele espaço e que levanta preocupações ambientais e de salubridade.
Entre os materiais visíveis encontram-se diversos “monstros domésticos”, nomeadamente colchões, peças de mobiliário, cadeiras, eletrodomésticos e outros objetos de grandes dimensões, aos quais se juntam sacos e diversos tipos de resíduos espalhados pelo terreno.
A situação ganha particular relevância pelo facto de o Município de Baião disponibilizar um serviço gratuito de recolha de monstros domésticos porta-a-porta, mediante agendamento prévio.
Ou seja, quem pretende desfazer-se de um sofá, colchão, móvel ou eletrodoméstico de grandes dimensões não necessita de recorrer ao abandono destes materiais na via pública ou em terrenos.
Para facilitar ainda mais a entrega, os serviços municipais informaram igualmente que o Ecocentro de Amarelhe passou a funcionar também aos sábados durante a manhã, permitindo aos munícipes entregar diretamente este tipo de resíduos.
Apesar das soluções disponibilizadas, a realidade encontrada no local demonstra que continuam a existir situações de deposição indevida.
Para além do impacto visual provocado pela acumulação dos resíduos, a presença de sacos com lixo doméstico e de outros materiais suscetíveis de produzir odores está a causar preocupação.
As temperaturas elevadas sentidas nos últimos dias poderão contribuir para a degradação dos resíduos e para a consequente produção de cheiros desagradáveis, além de poderem favorecer a presença de insetos e outros animais junto àquela zona.
Foi precisamente esta situação que levou alguns leitores a contactar a nossa redação, alertando para o estado em que se encontra o local e defendendo uma intervenção que permita evitar a repetição destas situações.
O Município de Baião tem vindo a recordar que o abandono de resíduos em espaços públicos constitui uma infração, estando os responsáveis sujeitos a coimas, de acordo com a legislação aplicável.
Perante o cenário agora registado, os nossos leitores que chamaram a atenção para o problema consideram que deverá ser reforçada a fiscalização, de modo a identificar e responsabilizar quem continua a optar pelo abandono de resíduos, apesar de existirem alternativas disponibilizadas gratuitamente pelo município.
A questão não passa apenas pela limpeza do espaço depois de este ser utilizado como local de descarga. Passa também pela necessidade de sensibilizar, fiscalizar e responsabilizar, para que o Ecocentro cumpra efetivamente a função para a qual foi criado e para que terrenos e espaços envolventes não acabem transformados em depósitos clandestinos de resíduos.