«Primeira presidente fora da família de Eça de Queiroz reforça continuidade na valorização cultural e patrimonial da Fundação»
Paula Cristina Martins Carvalhal tomou posse como presidente da Fundação Eça de Queiroz para o triénio de 17 de abril de 2026 a 17 de abril de 2029, sucedendo ao escritor Afonso Reis Cabral.
O novo Conselho de Administração, que entrou em funções nesta mesma data, é composto por Paula Carvalhal como presidente, Ana Raquel Coelho Azevedo, representante da Câmara Municipal de Baião, Maria Ivone Cerejo Costa Abreu Ribeiro, Mateus Cabral Nicolau de Almeida e Andrea Silva, representante da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim e dos Curadores.

Por ser a primeira vez que a presidência é assumida por uma personalidade que não pertence à família de Eça de Queiroz, a eleição de Paula Carvalhal representa uma mudança histórica na direção da Fundação. Ligada à Fundação há vários anos, Paula Carvalhal presidiu ao Conselho de Curadores entre 2017 e 2025, cumprindo essa função enquanto representante da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, onde também exerceu funções como vereadora da Cultura.
Segundo a Fundação, a eleição de Paula Carvalhal assegura a continuidade do trabalho de valorização patrimonial, literária e cultural que tem sido desenvolvido. A Fundação Eça de Queiroz, sediada na Casa de Tormes, em Baião, preserva um espólio literário e museológico singular, mantendo viva a memória material e imaterial do escritor português Eça de Queiroz. Além da preservação, a Fundação promove diversas iniciativas culturais, como o Prémio Literário Fundação Eça de Queiroz/Fundação Millennium bcp e o maior programa nacional de bolsas de residência literária.
De acordo com os seus estatutos, todos os membros do Conselho de Administração, incluindo a presidente, exercem as suas funções em regime pro bono, expressando assim o compromisso cívico e cultural que orienta a missão da Fundação.
Paula Carvalhal, nascida no Porto em 1967, é engenheira com uma trajetória marcada pela intervenção cívica e cultural. Durante oito anos foi vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, onde desenvolveu trabalho de promoção e dinamização da atividade cultural local. Tem uma ligação ao movimento associativo local superior a 25 anos, com contributos ativos em múltiplas iniciativas culturais e comunitárias. Profissionalmente, possui ainda uma sólida experiência na área tecnológica, com funções de especialização e gestão ao longo de várias décadas.
A Fundação Eça de Queiroz tem a sua sede na Casa de Tormes, local que serviu como inspiração para o romance "A Cidade e as Serras" e que mantém uma forte componente museológica relacionada com a vida e obra do escritor. A Fundação concentra a sua ação nas vertentes cultural, educativa, agrícola e turística, posicionando-se como agente dinamizador da freguesia de Santa Cruz do Douro e do concelho de Baião.
O local, designado literariamente como Tormes por Eça de Queiroz, era a sua casa e quinta herdadas com o nome de Quinta de Vila Nova, por cuja história e ambiente o escritor se apaixonou e que retratou na sua obra.