O Agrupamento de Escolas de Eiriz voltou a afirmar o seu papel ativo na comunidade através das iniciativas natalícias do Projeto Escola Solidária, que ao longo do mês de dezembro promoveu três encontros intergeracionais em diferentes locais da área de influência do agrupamento.
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O primeiro decorreu no CECAJUVI, em Santa Leocádia, o segundo na sede da Associação Desportiva de Ancede com os Centros de Convívio de Ancede e de Santa Cruz do Douro e, por fim, na Junta de Freguesia do Gove com o Centro de Convívio local.
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As ações envolveram alunos do sexto ano, professores, idosos, autarcas e comunidade em geral, num conjunto de momentos marcados pela música, pela partilha, pela proximidade entre gerações e pela vivência do verdadeiro espírito natalício. As crianças apresentaram canções, poemas, pequenas encenações e momentos musicais que levaram alegria aos utentes, criando ambientes de grande afeto e comunhão.
Em declarações ao nosso jornal, o Diretor do Agrupamento de Escolas de Eiriz, Nélson Carneiro, sublinhou que a Escola Solidária é um projeto com raízes profundas, desenvolvido há cerca de duas décadas, que foi sendo consolidado e formalizado ao longo dos anos. “A escola é, se não a mais importante, uma das instituições mais importantes da comunidade, e estes projetos mostram que a aprendizagem vai muito além da sala de aula”, afirmou.
Segundo o diretor, o projeto integra uma forte vertente educativa, cultural e solidária, procurando formar cidadãos conscientes, atentos ao outro e comprometidos com valores como a solidariedade, a fraternidade e o respeito. “Não se aprende só nos livros. Aprende-se muito com as pessoas, sobretudo com quem já tem um caminho de vida feito”, referiu, destacando a importância do diálogo intergeracional.
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Coordenado pelo professor António Camelo, o Projeto Escola Solidária engloba diversas iniciativas ao longo do ano letivo. Para além das ações junto da população idosa, inclui campanhas solidárias como a Feira Franca do Agrupamento, que permite angariar fundos para a aquisição, através da UNICEF, de cobertores, vacinas e kits de purificação de água destinados a crianças desfavorecidas, sobretudo em África, bem como a recolha de bens alimentares para apoiar famílias carenciadas do próprio agrupamento.
O projeto contempla ainda atividades como o Baile Solidário de Carnaval, que promove visitas de idosos à escola, e a participação em campanhas como o Pirulampo Mágico, em parceria com a Cercimarante. Paralelamente, desenvolve iniciativas ligadas às tradições locais, através de canções, danças e desafios sobre o património e a identidade do concelho.
Para Nélson Carneiro, estas ações são também uma resposta às críticas frequentemente dirigidas às novas gerações. “Aquilo que vemos aqui são jovens com valores, com a cabeça no lugar certo e o coração no sítio certo”, afirmou, acrescentando que “mais vale gastar-se a fazer o bem do que enferrujar-se na indiferença”.
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O impacto do projeto foi igualmente reconhecido na última avaliação externa ao agrupamento, tendo os inspetores manifestado especial interesse pela Escola Solidária, considerando-a um exemplo de uma escola aberta à comunidade e promotora de uma cidadania ativa vivida através do exemplo.
As iniciativas natalícias terminaram com momentos de confraternização e lanches convívio em todos os locais visitados, deixando votos de um Santo Natal e reforçando a missão do Projeto Escola Solidária: educar na cidadania, aproximar gerações e colocar a escola ao serviço da comunidade.
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